4 dicas de planejamento financeiro para empreendedores

4 dicas de planejamento financeiro para empreendedores

O planejamento financeiro é um dos temas mais recorrentes entre os empreendedores. Afinal, o objetivo de qualquer empresa é obter recursos financeiros que promovam vantagens competitivas e incentivem sua expansão no mercado, e o bom planejamento certamente tem um papel importante para atingir estes objetivos. Mas em muitas pequenas e médias empresas, a organização financeira nem sempre ocupa o topo da lista de prioridades dos gestores, o que faz com que eles não tenham uma perspectiva real da saúde do negócio.

 

De acordo com o Sebrae, mais de 70% das micro e pequenas empresas do Brasil fecham as portas nos primeiros cinco anos de atuação no mercado simplesmente por falta de planejamento, e o aspecto financeiro tem uma grande notoriedade nesta estatística. A seguir, preparamos algumas dicas importantes e necessárias que você deve seguir para fazer um bom planejamento financeiro e evitar que sua empresa caia na lista das que ‘entraram no vermelho’. Acompanhe:

 

1 - Separe suas despesas pessoais das despesas da empresa

Uma das principais atitudes que prejudicam o bom gerenciamento das finanças empresariais de uma empresa é misturar as contas do negócio com as pessoais. Embora separar as despesas seja uma tarefa complicada, principalmente para o pequeno e microempresário, ela é extremamente necessária para o sucesso financeiro da sua organização. Caso ela seja tratada na mesma conta, o gestor não conseguirá verificar os valores movimentados, monitorar todos os gastos e fazer um planejamento financeiro efetivo.

 

2 - Realize um planejamento orçamentário

Ao investir em um negócio, o gestor deve ter a plena consciência de que levará anos para ter o retorno do dinheiro investido. Por isso, é recomendável que você realize um planejamento orçamentário com um investimento inicial de 18 meses de operação até que a empresa consiga seus primeiros clientes. Isso é importante mesmo que você trabalhe em um setor em que envolvam poucos riscos.

 

3 - Foque no gerenciamento do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um instrumento indispensável na gestão financeira de qualquer empresa, pois dá ao gestor uma visão ampla do seu negócio e o orienta sobre as entradas e saídas de verba num determinado período de tempo, permitindo que ele saiba se a empresa está operando com ‘folga’ ou ‘aperto’ financeiro. Ao ter um controle rigoroso do seu fluxo de caixa, você conseguirá garantir um balanço sempre positivo, de forma a gerar lucros e poder usá-los na melhoria dos seus produtos ou serviços.

 

Mas para isso, você precisa primeiramente saber quais são seus gastos e suas receitas. A partir daí, será possível criar a chamada projeção de fluxo de caixa, que mostra como o seu fluxo deverá se comportar no futuro. Esta projeção é fundamental, pois permite que o gestor tome decisões mais certeiras para cortar gastos com antecedência – caso seja necessário – além de buscar novas fontes de receita e aumentar os investimentos em um determinado setor da empresa.

 

Importante: uma vez comprometida a verba é interessante investi-la sem a preocupação de que quanto mais economia melhor. Tanto em negócios B2B quanto B2C existem custos para adquirir um cliente como viagens, telefonemas, salário dos vendedores, verba investida em marketing. Fazer o acompanhamento das vendas exige que esse dinheiro reservado seja investido. A economia exagerada pode transformar seu negócio num “zumbi”, fazendo com que ele apenas morra lentamente se você não gerenciar o fluxo de caixa e investir o que foi comprometido.

 

4 - Respeite sua capacidade financeira

No cenário econômico atual a busca pela inovação tornou-se uma necessidade, exigindo das empresas investimentos constantes. Mas o grande erro dos gestores é não considerar sua capacidade econômica na hora de investir, seja na contratação de um serviço ou na compra de uma nova tecnologia. Por isso, a organização e o planejamento devem fazer parte do cotidiano de qualquer empreendedor, pois assim ele poderá controlar as contas a pagar, saber onde e quando investir os recursos financeiros da empresa, e impedir que o fluxo de caixa fique negativo.

 

Cuidado especial também ao tomar empréstimos: negocie linhas de crédito com valores de juros baixos. Isso permite mais fôlego na hora de quitar o empréstimo e dá mais tranquilidade para sua empresa trabalhar.

 

Fonte: Blog Arquivei