Venda fiada

Se você ainda vende fiado na caderneta, provavelmente no final do mês a sua conta não fecha.

Sua empresa não é uma instituição de caridade e você não é obrigado a sustentar o consumo de maus pagadores.

Eu vou te provar porque você deve parar de vender fiado e como estancar esse ralo de dinheiro hoje.

Por que começar a falar "não vendemos fiado"

O varejo trabalha com margens líquidas extremamente apertadas. A época de fechar negócio no "fio do bigode" e anotar na caderneta acabou.

Se a sua margem de lucro líquido for de 5%, a cada calote de R$ 5.000 que você leva no fiado, você precisará gerar R$ 100.000 em novas vendas apenas para cobrir esse buraco.

Como lidar com o medo de perder vendas ao falar "não vendemos fiado"

Pense comigo como um gestor, você prefere ter R$ 5.000 em produtos perdidos nas prateleiras dos outros, ou ter a necessidade de suar para vender R$ 100.000 a mais para cobrir o prejuízo?

Para implementar a mudança:

  1. Corte o mal pela raiz: Identifique e corte imediatamente todos os clientes que não pagam na data certa.

  2. Mude a mentalidade: Você não vai perder a venda do bom cliente que paga certo; você só vai perder "vendas" de quem, no final das contas, não ia te pagar. Essa é uma perda que, na verdade, é um alívio para o seu fluxo de caixa.

  3. Seja firme e institucional: Treine sua equipe e coloque uma sinalização clara de que a empresa passou por reestruturações e a política agora é não vendemos fiado.

Como controlar vendas fiado (caso seja inevitável)

Se a venda fiada é inevitável, o financeiro precisa assumir essa gestão ativamente.

É um trabalho de fazer conciliação desses recebíveis, controlando o PMR (prazo médio de recebimento).

Você precisa de uma tecnologia (como os sistemas integrados da Gsoft) que cruze essas vendas a prazo com a sua margem e emita alertas de inadimplência.

Um prazo médio de recebimento saudável é de até no máximo 30 dias.

Relatado: Prazo Médio de Recebimento

Conclusão: Afinal, vale a pena vender fiado?

A resposta direta, é não. Para o cliente final (pessoa física), o risco de inadimplência é um ralo invisível que corrói uma margem que já é apertada.

Vale a pena abrir exceção apenas se for um modelo de venda corporativa (convênios), e somente se você tiver uma gestão forte, processos claros e uma tecnologia de retaguarda que não permita que a sua empresa seja gerida no escuro.